SÃO PAULO - Os critérios para identificar oportunidades de negócio econômica e socialmente sustentáveis não são os mesmos utilizados na hora de detectar oportunidades tradicionais de negócios, segundo 70% dos CEOs de empresas que utilizam modelos de negócios que aliam produtividade, inovação e práticas sustentáveis. A conclusão é de um estudo da consultoria Accenture feito em parceria com o Comitê de Encorajamento a Filantropia Corporativa (CECP), fórum internacional de executivos que reúne mais de 180 CEOs de todo o mundo.
Além de destacar a preocupação dos executivos em desenvolver um modelo de negócio que vá em contrapartida ao tradicional, o levantamento aponta que 91% das empresas encontram dificuldades na hora de identificar as melhores estratégias para equilibrar questões sociais e competitividade. Dentro dessa amostra, 25% acham que o maior problema está em identificar quais causas sociais têm melhor relação com a empresa e proporcionariam maior produtividade e 24% dizem que encontram obstáculos ao focar em projetos onde a empresa possa causar maior impacto. Ao mesmo tempo, apenas 9% veem problemas em implementar o projeto e aprender com erros passados.
A solução considerada mais eficiente para 54% dos CEOs é criar um time de funcionários com liberdade para criar e testar novas ideias. Já 18% acham mais importante buscar informações de projetos já existentes e que sejam comparáveis e 14% apostam em escolher um produto, uma região ou uma unidade para conduzir um projeto piloto.
As empresas que participam do CECP, entre elas gigantes como a Pepsico e a Nestlé, buscam estratégias que vão além da filantropia, mas incorporam a sustentabilidade e os benefícios às comunidades às fontes de lucro e competitividade.
(Letícia Arcoverde | Valor)
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