Final do “prazo de validade” do Protocolo de Kyoto preocupa empresas que vêm investindo na busca e comercialização de créditos de carbono
O ano de 2012 será decisivo para os rumos da sustentabilidade ambiental do mundo. O ano que marcará no calendário o encontro da Rio+20 – Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, que pretende discutir as práticas de sustentabilidade e a renovação das premissas do Protocolo de Kyoto, cujo prazo de “validade” expira justamente em 2012. Um cenário que levanta dúvidas e preocupações, especialmente entre as empresas que investiram no mercado de créditos de carbono – e temem que o esforço tenha sido em vão caso as premissas de Kyoto sofram mudanças muito dramáticas. “A continuidade do protocolo reforça o compromisso dos países de assumir metas para redução de emissões, além de valorizar iniciativas de adoção de tecnologias limpas para minimizar os efeitos das mudanças climáticas”, acredita Leandro Farina, gerente de gestão para a excelência da Celulose Irani, empresa que já investiu R$ 33 milhões em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
mudas-pinus-350Na Irani, os investimentos em MDL se dividem em duas áreas. Uma delas é a redução de metano na estação de tratamento de efluentes – que, além de evitar o agravamento do “efeito estufa”, gera créditos de carbono. A outra é uma usina que transforma resíduos florestais em energia, reduzindo a emissão de gases carbônicos.
Caso a situação do Protocolo se resolva de forma favorável durante o Rio+20, Farina aponta a possibilidade de aprovar dois novos mecanismos para geração de energia. Um deles é a repotencialização de pequenas centrais hidroelétricas. O outro está na implantação de uma caldeira de recuperação para queima de licor negro – fluído responsável pela cozedura da madeira e utilizado na filtragem do processo de fabricação do papel.
Em 2011, a Irani emitiu 23 mil toneladas de CO2. Em compensação, reteu 537 mil toneladas – um salto altamente positivo para o meio ambiente.
Fonte: Amanha.com.br
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