A semana passada foi excepcional e virtuosa. Tivemos pelo menos cinco eventos relevantes sobre sustentabilidade. E centenas de empresários e altos executivos na platéia. A tônica no Fórum de Sustentabilidade da Exame, na ExpoManagement da HSM, no Fórum da FIESP, na palestra especial de Philip Kotler na ESPM, foi de ações e providências para o desenvolvimento sustentável. Não se discute mais o “se” e sim o “como”.
Sem nenhum demérito, fica evidente que sustentabilidade não é uma função a mais alocada na área de RH das empresas, ou no marketing, mas uma nova maneira de gerir empresas e fazer negócios não mais restrita a quatro ou cinco players que descobriram isso antes.
Obrigatoriamente transversal, a sustentabilidade é uma questão de bom senso e qualidade de vida.
Muda a ótica empresarial, profissional, social e pessoal. É um novo modelo de sociedade e do que se entende por sucesso.
O guru Philip Kotler, em palestras concorridíssimas na Expo e na ESPM, traduziu de forma clara e simples o seu “Marketing 3.0”, modelo que consiste em ouvir os clientes, satisfazer as suas necessidades, criar as suas aspirações e, ao mesmo tempo, ajudar o planeta. “A missão do marketing 3.0 nas empresas consiste em estabelecer um elo com o cliente, promover a sustentabilidade no planeta e melhorar a vida dos pobres. Se você criar um caso de amor com os seus clientes, eles próprios farão a sua publicidade”.
Chocou platéias com essa afirmação. Greenwashing, promoções travestidas de sustentáveis, anúncios imobiliários todos verdinhos nos jornais ainda mostram a imaturidade e falta de entendimento de como fazer negócios de um jeito sustentável. Desrespeitam as pessoas, a inteligência do consumidor.
O saldo da semana foi animador. Desde um representante da equipe de transição da nova presidente Dilma Roussef aos gurus do marketing e lucratividade, o discurso foi estimular uma economia verde, promover a geração de renda e equidade social, estimular que os investimentos para a Copa do Mundo sejam de fato um green goal. 2011 será mesmo um ano de mudanças profundas, e boas.
Heloísa Sobral - Diretora da MUDA
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