15/02/2012

Empresas: 31% acreditam que sustentabilidade aumenta lucro dos negócios

SÃO PAULO - Um levantamento realizado pelo BCG (Boston Consulting Group) e pela MIT Sloan Management Review revelou que 31% das empresas em todo o mundo acreditam que a sustentabilidade contribui para os lucros do seu negócio.

O lucro pode aumentar, segundo o estudo, quando as empresas reduzem a emissão de carbono e o consumo de energia, o que também faz aumentar a eficiência e melhora a imagem corporativa.

“Depois de um tempo, é preciso uma visão mais ampla, inovando com produtos e processos e ganhando acesso aos mercados”, explica o co-autor do estudo e sócio do BCG, Knut Haanaes.

Harvesters

A pesquisa explica também que as empresas que lucram com atitudes sustentáveis são chamadas de harvesters. Estas companhias têm uma estrutura organizacional diferenciada, focada na sustentabilidade.

Para ter uma ideia, elas têm três vezes mais chances de fazer um negócio ligado ao tema do que as demais empresas. Além disso, 50% têm um CEO (Chief Executive Officer) engajado no assunto e o dobro de chances de ter um setor exclusivo para esta área.

Para o editor-executivo da MIT Sloan Management Review, David Kiron, futuramente, as empresas darão mais importância para o setor de sustentabilidade, que pode chegar a ser equiparado com a área de Marketing e Recursos Humanos.

Fonte: InfoMoney

07/02/2012

12 lugares no mundo que baniram ou taxaram o uso de sacola plástica

Conheça as experiências de alguns países e cidades que restringiram a distribuição dos polêmicos saquinhos de polietileno no comércio


São Paulo – A discussão sobre proibir ou não o fornecimento de sacolas plásticas por estabelecimentos comerciais pode ser recente no Brasil, mas lá fora é possível encontrar iniciativas com pelo menos uma década de vida. Em alguns casos, para reduzir o consumo das embalagens de polietileno, os governos locais resolveram cobrar uma taxa do consumidor que quiser usar o modelo tradicional.

Na Irlanda, a iniciativa adotada desde 2002 ajudou reduzir a distribuição de sacos plásticos em mais de 90%. A maioria dos consumidores irlandeses simplesmente optaram por levar uma sacola reutilizável de casa do que tirar dinheiro do próprio bolso para carregar as compras. Outros lugares, como a capital do México, preferiram radicalizar, criando leis que proíbem o fornecimento das embalagens em supermercados, farmácias e demais pontos comerciais. Os exemplos não param aí. Confira a seguir 12 países e cidades que baniram ou passaram a cobrar pelo uso das sacolinhas plásticas.

Ruanda
Este pequeno país africano que durante anos estampou negativamente o noticiário internacional, devido ao genocídio perpetrado por extremistas em 1994, agora chama atenção por outros motivos. Ruanda já está em seu quarto ano com uma lei de abrangência nacional que proíbe todos os tipos de saco plástico. Além de resolver a crise humanitária, o país pôs fim à poluição causada por sacolas plásticas, que sujavam as ruas e os cursos de água, prejudicando a agricultura. Graças à ação, as cidades ruandesas estão hoje entre as mais limpas da África.

Itália
Em ritmo de preservação, a Itália tornou-se o primeiro país da Europa a banir as sacolas de polietileno. A proibição nacional começou a valer em janeiro de 2011. Desde então, as lojas italianas, que utilizavam 20 bilhões de sacolas por ano (o maior índice europeu), só podem oferecer sacos de plástico, papel, pano ou de materiais biodegradáveis.

Cidade do México
Desde agosto de 2010, a capital do México conta com leis que proíbem o fornecimento de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais. As multas para os lojistas que burlam as regras podem variar de 4,4 mil a 90 mil dólares. A lei também estabelece que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas biodegradáveis. A inciativa faz parte do chamado “Plano Verde", que propõe uma série de estratégias para estimular o desenvolvimento sustentável e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

ndia
Nenhum lojista, distribuidor, comerciante, vendedor ou ambulante pode fornecer sacolas plásticas aos consumidores na Índia em algumas regiões, como a cidade de Dharamsala. O banimento total, incluindo produção, armazenagem, uso, venda e distribuição de sacolas de polietileno começou a valer em agosto de 2010. A iniciativa foi adotada para diminuir o impacto no meio ambiente e também impedir a ingestão e morte de vacas (animal sagrado). Além de multas, a violação da lei prevê prisão de até 5 anos.

China
Imagine 1,3 bilhões de habitantes, cerca de um sétimo da população mundial, consumindo e descartando sacolinhas plásticas todos os dias dentro de um só país? Pois era assim na China até 2008, quando as sacolas plásticas foram banidas do país. Antes disso, os chineses consumiam cerca de 3 bilhões de sacolinhas por dia.

Também foi proibida a produção, distribuição e uso de saquinhos menores e mais finos, como os usados para embalar produtos a granel (frutas e vegetais) nos mercados. Segundo reportagem do britânico The Guardian, a iniciativa evitou o uso de 1,6 milhões de toneladas de petróleo no seu primeiro ano.

Bangladesh
Bangladesh foi um dos primeiros países a promulgar, em 2002, uma lei que proíbe a fabricação, distribuição e uso de sacolas plásticas em seu território. Ambientalistas e urbanistas culpavam os sacos plásticos, que se espalhavam pelas ruas, entupindo bueiros, de agravar as inundações mortais que ocorreram no país em 1989 e 1998. Só a capital Dacca descartava 9,3 milhões de sacos plásticos diariamente. Hoje, uma década depois, a região virou um importante polo produtor de eco-bags.

Irlanda
A cobrança pelas sacolas, instituída em 2002, mudou o comportamento do consumidor, que passou a levar sua própria sacola reutilizável para o mercado. Com a criação do imposto conhecido como Plas Tax, que cobra 22 centavos de euro por sacola, a distribuição dos modelos plásticos caiu 97,5%. O valor recolhido com a venda de sacolinhas alternativas, como as de papel, é destinado à um fundo que promove a reciclagem de lixo e iniciativas ambientais.

Austrália
Apesar de na Austrália não vigorar nenhuma lei proibitiva de abrangência nacional, em muitas regiões, os supermercados resolveram se unir para estimular o uso de sacolas alternativas às embalagens plásticas. E não faltam opções, há inclusive ecobags térmicas para carregar artigos quentes ou frios. Na Austrália do Sul, um dos seis estados australianos, as sacolas plásticas estão proibidas desde 2009.

Alemanha
O uso de sacolas reutilizáveis ou caixas de papelão para acondicionar as compras no supermercado já virou hábito na Alemanha. Quem, ao contrário, quiser levar suas compras numa sacola plástica tradicional tem que pagar uma taxa que varia de 5 a 10 centavos de euro.

África do Sul
O governo da África do Sul decidiu proibir em 2003 que lojas distribuam a seu clientes sacolas plásticas para carregar mercadorias. O comerciante que infringe a lei pode receber uma multa de até 50 mil reais ou mesmo ser condenado a dez anos de prisão.

São Francisco
São Francisco, na Califórnia, foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas. Somente as de papel reciclado ou biodegradáveis (feitas de goma de batata ou de milho) podem ser utilizadas. Quando a lei entrou em vigor, em 2007, a prefeitura local estimou que a iniciativa reduziria o consumo de petróleo em 3 milhões de litros por ano.

Washington D.C.
A capital americana é outra que aboliu os sacos plásticos, passando a cobrar em 2010 uma taxa de 5 centavos de dólar sobre cada sacola utilizada. Após a restrição, Washington viu o uso de sacolas plásticas cair 85% em apenas um mês. O montante arrecadado com a venda vai para um projeto de despoluição do rio Anacostia.

Fonte: Exame

06/02/2012

Duas noções de sustentabilidade


No Fórum Social Temático, Leonardo Boff separa marketing verde das mudanças verdadeiras na produção e consumo. E Instituto Ethos lança proposta para candidatos às prefeituras


“Colocar em prática a sustentabilidade é uma questão de vida ou morte diante de um cenário que coloca em risco toda a civilização. Penso que o grande legado desta crise será a discussão de ideias de que planeta nós queremos”, falou o teólogo Leonardo Boff na conferência Rumo à Rio+20 dos povos que debateu os desafios das grandes questões urbanas na Mesa Cidades Sustentáveis na tarde de quarta-feira (25) no FST 2012.

Boff defendeu que a noção de sustentabilidade deve ser compreendida como um substantivo e não como um adjetivo. “A sustentabilidade é comumente entendida apenas como um adjetivo, colocada como etiqueta em um produto. Isso não é sustentabilidade. A verdadeira sustentabilidade é um substantivo. Ela implica em um novo olhar, um novo paradigma. A falsa sustentabilidade não vê a devastação da natureza e a contradição com a injustiça social, além de legitimar o modelo que está aí para não alterar nada”, definiu Boff.

A Mesa foi coordenada por Oded Grajew e também contou com a participação de Frei Beto, Marina Silva, Ladislaw Dowbor e Jorge Abrahão. O Programa Cidades Sustentáveis oferece aos candidatos às eleições municipais uma agenda completa de sustentabilidade urbana associada a indicadores e casos exemplares, como referências a serem seguidas pelos gestores públicos.

O programa foi apresentado pelo presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão. Segundo ele, são 19 páginas que resumem os pontos principais para se repensar a estruturas das cidades do futuro. Ele apontou como uma das principais dificuldades a inclusão da discussão da pobreza mundial quando se aborda questões ambientais. “Se não diminuir a desigualdade nas suas várias matizes não tem como enfrentar o problema ambiental que a gente vive. Mas também não temos como resolver a pobreza antes e depois pensarmos no meio ambiente. Vivemos um momento em que temos que ser tudo junto e ao mesmo tempo”, argumentou Abrahão.


O escritor Frei Betto comparou as implicações da Conferência Eco 92, que estabeleceu diversas diretrizes ambientais, ao evento Rio+20 que será realizado no Rio de janeiro de 20 a 22 de junho. “Ainda que não seja uma conferência de Estado como foi a Eco 92 que congregou um número vasto de chefes de estado ao lado das figuras mais importantes do movimento ambiental, eu espero que na Rio+20 haja uma grande participação da sociedade civil, movimentos ambientais e que a gente consiga transformar o Rio de Janeiro numa grande caixa de ressonância”, comentou Betto.

O economista e professor Ladislaw Dowbor destacou que movimentos sustentáveis não podem ser consolidados sem organizar outras formas de sociedade e criticou a irracionalidade da mobilidade urbana em São Paulo para demonstrar que este modelo deve ser repensado. “São Paulo tem tantos carros que a estimativa de velocidade é de 14km/h. Isto não faz sentido, paralisar com o excesso de meios de transportes. Temos que pensar a cidade como um todo, organizar o processo decisório do uso de recursos. Lutar por uma cidade que a gente viva de uma forma mais decente”, avaliou o pesquisador.


Oded Grajew, que mediou o debate e faz parte do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, pontuou que este é momento chave de mudança no modelo de desenvolvimento e que a crise se desenvolve em diferentes dimensões: ética, ambiental e financeira. “Podemos encarar isso como uma grande oportunidade. A Rio+20 quer apontar diretrizes, não quer dizer que soluções vão surgir de uma maneira mágica. Não se pode esquecer que as causas desse momento são inúmeras”, acrescentou Grajew.

Ele também falou como vai funcionar a sistemática dos políticos que aderirem ao Documento Cidades Sustentáveis. “Cada item da agenda é associado a um indicador para estabelecer metas, por exemplo, economia de água. Para monitorar a ação de políticos, faremos um esquema de prestação de contas para o caso de candidatos que possam assinar o documento e não cumprir”, explicou. Segundo ele, diferentes partidos e candidatos nas eleições municipais já se comprometeram com a agenda de sustentabilidade urbana.


A ex-senadora Marina Silva começou sua intervenção citando estatísticas. Segundo os números apresentados por Marina, 85% da população vive em cidades só no Brasil (50% no mundo), 2/3 da demanda de energia são das pessoas que vivem nas cidades e esses moradores são responsáveis pela produção de 75% dos resíduos do país. “Geralmente a gente vê as cidades como um amontoado de pessoas e de problemas. Mas também as cidades podem ser vistas como um espaço possibilitador de inúmeras soluções e de resolução desses mesmos problemas. Se temos uma grande quantidade de pessoas que estão num único espaço, talvez seja mais fácil levar qualidade de vida para elas”, afirmou Marina.

Para Marina, a Rio+20 vai ocorrer no contexto de um crise que não é somente econômica, mas que se caracteriza por muitas crises, principalmente uma “crise de valores”. “Essa crise de valores tem estressado todas as demais crises. É o que acontece com o sistema financeiro, que não vê diferença em mentir que um país é triple A para continuar lucrando. Os lucros foram apropriados por poucos e os prejuízos divididos por muitos”.

“O mundo inteiro grita que algo tem que ser feito. Se não fizermos nada, estaremos comprometendo o futuro da vida no planeta. Quando as pessoas se juntam elas sinalizam que outro mundo é possível. Outras cidades possíveis também estão sendo sinalizadas. Cidades sustentáveis não vão cair do céu, não vai ser pelo número de queixas, vai ser pela qualidade do nosso compromisso”, finalizou Marina Silva.

Fonte Outras Palavras

02/02/2012

Outros porquês de a Vale ter sido eleita a pior empresa do mundo

A notícia de que a Vale foi eleita a pior empresa do mundo por mais de 25 mil pessoas dentro do prêmio “Public Eye People’s”, organizado pelo Greenpeace da Suíça e pela ONG Declaração de Berna, teve grande repercussão no nosso site e na imprensa em geral.

O principal argumento dado pelas organizações para a indicação da mineradora ao prêmio foi sua participação no consórcio de empresas que construirão a usina de Belo Monte, no Pará. A Vale recebeu mais votos do que a japonesa Tepco, que opera, entre outras plantas, a usina de Fukushima, que vazou radiação após o tsunami de março de 2011.

Pouco se falou de um outro relatório, divulgado no mesmo dia em Davos pela organização Amigos da Terra, que traz mais informações sobre a atuação da empresa. O documento tem oito páginas, mas aqui vai um resumo das principais informações:

- Em 2008, a Vale declarou sua intenção de reduzir suas emissões de carbono. Ao invés disso, em 2010, emitiu 20 milhões de toneladas de CO², um aumento de um terço em relação aos níveis de 2007 (de 15 milhões de toneladas de CO²).

- Segundo o relatório, a empresa conta com representantes na delegação oficial do governo para as Nações Unidas e é uma das empresas que têm exercido pressão para minar (perdão pelo trocadilho) políticas globais de combate ao aquecimento global.

- O texto menciona também a Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), no Rio de Janeiro. Segundo a Amigos da Terra, a atividade no complexo de produção de aço elevou as emissões do estado em 76%. “O projeto comprometeu severamente o sustento de oito mil pescadores da baía de Sepetiba e a companhia foi denunciada por crimes ambientais”, disse Lucia Ortiz, da Amigos da Terra Internacional.

Mina de carvão Moatize, em Moçambique. (Foto: Divulgação)

- No caso da mina de carvão Moatize, em Moçambique, a mineradora brasileira é criticada por ter realocado 1.300 famílias em áreas com difícil acesso à água, energia e terras aráveis, em casas em mau estado de conservação. A mina de Moatize começou a ser explorada no ano passado e é considerada uma das maiores reservas de carvão do mundo. “Membros das comunidades locais foram ameaçados e perseguidos e estes relatos são apenas a ponta do iceberg”, afirmou Daniel Ribeiro, do escritório local da organização Amigos da Terra.

Para rebater o troféu indesejado e as informações da Amigos da Terra, a Vale criou uma página na internet. Nela, a empresa afirma que, ciente de que a atividade mineradora gera impacto, a empresa “atua de forma a controlá-los e reduzi-los”.

Também divulgou que investirá, este ano, a quantia de US$ 1,65 bilhão em ações socioambientais.

No site, podem ser encontradas informações correspondentes a algumas das críticas feitas no relatório da Amigos da Terra. Outras, porém, como a relacionada ao empreendimento no Rio de Janeiro, ficam sem resposta. A assessoria de imprensa da Vale afirmou que a empresa não se manifestará sobre o relatório.

Mina de carvão Moatize, em Moçambique. (Foto: Divulgação)

- No caso da mina de carvão Moatize, em Moçambique, a mineradora brasileira é criticada por ter realocado 1.300 famílias em áreas com difícil acesso à água, energia e terras aráveis, em casas em mau estado de conservação. A mina de Moatize começou a ser explorada no ano passado e é considerada uma das maiores reservas de carvão do mundo. “Membros das comunidades locais foram ameaçados e perseguidos e estes relatos são apenas a ponta do iceberg”, afirmou Daniel Ribeiro, do escritório local da organização Amigos da Terra.

Para rebater o troféu indesejado e as informações da Amigos da Terra, a Vale criou uma página na internet. Nela, a empresa afirma que, ciente de que a atividade mineradora gera impacto, a empresa “atua de forma a controlá-los e reduzi-los”.

Também divulgou que investirá, este ano, a quantia de US$ 1,65 bilhão em ações socioambientais.

No site, podem ser encontradas informações correspondentes a algumas das críticas feitas no relatório da Amigos da Terra. Outras, porém, como a relacionada ao empreendimento no Rio de Janeiro, ficam sem resposta. A assessoria de imprensa da Vale afirmou que a empresa não se manifestará sobre o relatório.

Fonte: Globo EmpresaVerde

01/02/2012

Campanha usa arte em folhas de árvores para lembrar da responsabilidade ambiental

O projeto Plant for the Planet trabalha a conscientização de adultos e crianças tendo como slogan “Pare de falar comece o plantio” e além de palestras, seus membros fazem mobilizações que incentivam todos a plantarem árvores.

A campanha com as folhas foi criada por Leagas Delaney. Mais sobre seu trabalho pode ser visto no site leagasdelaney.com e o site do projeto Plant for the Planet é o plant-for-the-planet.org.






Fonte:
Colossal

30/01/2012

Pesquisadores da UnB recebem prêmio por transformar óleo em tinta

Dupla desenvolveu técnica para transformar óleo de cozinha em tinta (Foto: Mariana Costa/UnB Agência)

Dois pesquisadores da Universidade de Brasília ficaram em primeiro lugar na 13ª edição do Prêmio Abrafati-Petrobras de Ciências em Tintas e receberam R$ 25 mil por desenvolverem uma técnica que transforma óleo de cozinha em tinta de impressão.

Além de renovável, o produto se degrada mais facilmente e o papel branco impresso com ele fica mais claro ao ser reciclado. A próxima etapa do estudo, já patenteada, é fazer a tinta em escala semi-industrial.

Durante o processo, a dupla também mostrou que o óleo usado em frituras pode ser convertido em bio-óleo, tipo de combustível obtido a partir de fontes de energia renováveis. Eles trabalharam por dois anos e meio no projeto, de seis a oito horas por dia.

Os estudantes, um aluno de doutorado e outro de mestrado, concorreram com outros 13 trabalhos, todos inéditos e com abordagens sustentáveis. O resultado do concurso foi anunciado no dia 14 de dezembro, em cerimônia no Clube Monte Líbano, em São Paulo.

Pesquisadores
Na última quinta-feira (15), a universidade comemorou o cinquentenário da assinatura da lei que criou a instituição com um crescimento de quase 200% no número de alunos que ingressaram no mestrado e no doutorado nos últimos dez anos.

Entre 1990 e 1999, foram 5.799 novos estudantes de pós-graduação, número que saltou para 17.345 entre 2000 e 2010, de acordo com dados da Secretaria de Planejamento da UnB.

Fonte: G1

27/01/2012

'Queime calorias, nao eletricidade'

A placa que está fazendo os nova-iorquinos escolherem a escada ao invés do elevador


Uma simples placa com o texto 'Queime calorias, nao eletricidade' está fazendo os nova-iorquinos trocarem o elevador pelas escadas. Colocada em 3 diferentes prédios a título de estudo pelo Departamento de Saúde e Higiene Mental do município, ela fez com que o uso das escadas nesses locais aumentasse de 9,2% a 34,7%. E o efeito nao foi passageiro - mesmo meses depois da iniciativa, as pessoas continuaram abrindo mao do elevador. Os resultados do estudo serao publicados em fevereiro no American Journal of Preventive Medicine, enquanto milhares de placas como essa estao sendo distribuídas pelos edifícios de NY

Fonte: BlueBus

Cresce 200% a utilização de bicicletas em São Paulo

A cidade que incorpora a bicicleta como meio de transporte, o pedestre e pessoas com deficiência, exibe qualidade. Essa incorporação pressupõe ações em áreas que mexem com a qualidade de vida das pessoas como calçadas, ruas, paisagismo, praças. Essa é uma das principais conclusões da discussão sobre mobilidade urbana/uso de bicicletas promovida pelo programa Sustentabilidade, no Terra TV.

Os convidados de Ricardo Young nesta terça foram o ativista do Grupo Transporte Ativo, João Lacerda, e a responsável pelo Departamento de Projetos Cicloviários da Companhia de Engenharia da Tráfego de São Paulo, Maria Ermelina Malatesta. Pesquisa realizada em São Paulo aponta crescimento de 200% nos últimos anos no uso de bicicletas.

Segundo Maria, os trabalhadores que mais utilizam a bicicleta como meio de transporte são os mais pobres ¿ 95% dos usuários são homens. Por isso, grande parte das rotas está na periferia (55 quilômetros).

De acordo com a especialista da CET, vem crescendo o número de acidentes entre motoboys e usuários de bicicletas. "Ainda assim, boa parte dos acidentes com bicicletas ocorre no meio das quadras e envolve veículos grandes. De 2009 a 2010, reduzimos em 20% esses acidentes. Estamos fazendo trabalho educativo com motoristas de caminhões", explica Maria.

O ativista do Grupo Transporte Ativo, João Lacerda, chama a atenção para o fato de que quanto mais piora o trânsito na cidade, mais pessoas passam a usar bicicleta como meio de transporte. "Não acho que todo mundo vai andar de bicicleta, mas é preciso dar segurança e as pessoas precisam acreditar que estão seguras quando andam de bicicleta", diz Lacerda. O ativista diz que quanto mais bicicleta na cidade, menor é número de acidentes. "As pessoas ficam mais acostumadas a lidar com seres vivos e o trânsito fica mais seguro", explica.

Fonte: Invertia

26/01/2012

Adidas lança Pegada Sustentável e amplia portfólio de ações ambientais

Programa pretende impactar os consumidores com o conceito de responsabilidade ambiental. Clientes poderão levar calçados descartados nas lojas da marca e transformá-los em energia


A Adidas lança o programa Pegada Sustentável com o objetivo de engajar o consumidor em suas atividades ambientais e dar um destino correto aos produtos no fim do seu ciclo de vida. O projeto reforça o posicionamento da companhia ligado a questões sustentáveis e visa minimizar os impactos causados no meio ambiente pelo descarte inadequado dos calçados esportivos.

A iniciativa nasceu a partir de uma necessidade da empresa de falar diretamente com o público sobre conscientização e disseminação dos princípios da marca. Com o projeto, a Adidas busca atingir os três pilares da sustentabilidade, pelo aspecto econômico, social e ambiental.

“Nossa ação, economicamente, auxilia na construção da imagem da Adidas diante do público. Socialmente, mobilizamos os consumidores conversando com eles sobre uma atitude cada vez mais necessária na sociedade em que vivemos e a iniciativa impacta principalmente o meio ambiente. Os calçados descartados, ao invés de irem parar nos lixões ou nas ruas, serão levados para fábricas com intuito de gerar energia”, diz Fabiano Lima, Diretor de Relações Institucionais e de Sustentabilidade da Adidas Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ativação dos consumidores
O Pegada Sustentável surgiu como um meio de aumentar o relacionamento da marca com os consumidores e também incentivá-los a praticar atividades de cunho sustentável. O programa lançado ontem, dia 24, já está presente em sete lojas e 11 outlets da Adidas na grande São Paulo e capital. Em março, o projeto chega às demais 84 lojas da marca em todo o Brasil.
Para promover a iniciativa, os pontos de venda receberão decoração especial, com elementos visuais da ação, como cadarços verdes, com o propósito de incentivar os consumidores a reciclarem, além de comunicados nas redes sociais da empresa. A Adidas também investiu no treinamento de 400 colaboradores para conversarem com os visitantes nas lojas e explicarem as etapas da ação.

“Temos um trânsito muito grande de consumidores em nossas unidades ao longo do ano e queremos levar para estas milhares de pessoas conteúdo de sustentabilidade. Conseguindo este objetivo seremos também uma empresa responsável por uma mobilização nacional de pessoas”, declara Lima.

Para garantir o descarte adequado do calçado, o usuário poderá entregar o produto sem condições de uso, de qualquer marca, nas lojas Adidas. O cliente assinará um termo de doação do material para a reciclagem e, em troca, receberá um brinde. Em São Paulo, nos três primeiros meses, a “recompensa” será um ingresso para visitar o Museu do Futebol, no Pacaembu. Cada cidade, entretanto, terá uma opção para os consumidores.Os produtos entregues nos pontos de venda serão encaminhados para a empresa de logística reversa e gestão ambiental RCRambiental. A parceira da Adidas será responsável por descaracterizar as peças e transportá-las até o destino final, onde os calçados serão transformados em combustível para alimentar fornos de cimento. O mecanismo possibilita o reaproveitamento integral dos produtos como fonte de energia.

Posicionamento sustentável
O lançamento do novo programa reforça a plataforma de atividades realizada pela Adidas em busca de uma produção menos danosa ao ambiente. O Better Cotton, por exemplo, é uma iniciativa da marca de utilizar nas roupas um algodão produzido com menos água e pesticidas no plantio. A companhia planeja até 2015 usar o material ecológico em 40% de sua produção e, três anos depois, o objetivo é que o algodão seja utilizado em 100% dos produtos.

O material faz parte de uma plataforma de design e produção sustentável da empresa chamado Lugar Melhor (Better Place), em referência a um mundo melhor. O conceito faz relação com as práticas de utilizar menos matérias e substâncias nocivas na fabricação das peças, que compreendem poliéster reciclado de garrafa Pet, tecidos sintéticos livres de solventes, tecel, couro com tingimento certificado e um polímero biodegradável à base de milho, além do algodão orgânico.

A companhia também possui programas sociais ligados a ONGs para incentivar as práticas esportivas como um meio de educação de crianças e adolescentes. “A Adidas tem várias iniciativas que compõem uma cadeia de valor mais sustentável para a marca. Principalmente no design dos nossos produtos, em que utilizamos menos materiais e mais leves, e nos processos de fabricação, em que são usadas substâncias menos nocivas à natureza. Percebemos, no entanto, que estava faltando alguma ação que contagiasse o consumidor e assim surgiu o Pegada Sustentável”, conclui Lima.

Fonte: Mundo do Marketing

24/01/2012

ShirtBag: sua camiseta vira uma ecobag

Amanhã é dia de começar a levar sua própria sacola às compras. Muito mais legal que comprar uma ecobag de origem incerta é reciclar suas camisetas que ficaram pequenas/grandes/velhinhas. É grátis, legal e prá lá de sustentável. É a ShirtBag.
Dê preferência a camisetas de manga longa ou meia manga. Assim as alças ficam maiores e mais confortáveis.
Veja aí como fazer a ShirtBag criada pela equipe da MUDA Práticas, coligada da Aproxima.

23/01/2012

Maracanã deve se tornar usina de energia solar


Além de ser um marco para a história do futebol, o Maracanã está prestes a se tornar referência na produção de energia limpa. As obras a serem feitas no estádio para sediar a Copa do Mundo de 2014 incluem a colocação de placas fotovoltaicas em toda a superfície que cobre as arquibancadas.
O projeto será financiado por duas empresas de energia, a Light, que coordena a produção e distribuição no Rio de Janeiro, e a EDF (Eletricité de France). Juntas elas instalarão placas sobre uma superfície de 2,5 mil metros quadrados, que serão capazes de gerar 670 mil kW/h por ano.

A produção seria suficiente para abastecer 25% da energia necessária para o funcionamento do Maracanã. No entanto, não é isso que irá acontecer, pelo menos, durante os cinco primeiros anos de funcionamento desta “usina solar”. O investimento é fruto de uma parceria entre as duas empresas e o Governo do Estado, por isso, elas terão direito a comercializar a energia produzida nos primeiros anos, para compensar os R$ 6 milhões gastos com a implantação da tecnologia.

A estimativa é de que a eletricidade produzida no Maracanã possa suprir a demanda de 240 residências. Mas, as empresas contam também com o apelo gerado por toda a tradição do Maracanã, para comercializar a energia limpa com valores mais altos.

Passados os cinco anos, a eletricidade vinda do Maracanã será propriedade do governo, mas mesmo assim pode não ser usada diretamente no estádio. “O maior consumo do estádio é durante a noite, em dias de jogos, e não no momento em que o sistema vai produzir mais energia, durante o dia. Por isso, ele vai gerar energia e injetá-la na rede e, à noite, ele a pega de volta”, explicou Evandro Vasconcelos, diretor de energia da Light.

Os projetos da concessionária não acabam no Maracanã. A Light ainda pretende gastar R$ 15 milhões para implantar células fotovoltaica em outros centros esportivos do RJ, como o Parque Aquático Júlio de Lamare, o Maracanãzinho e o Estádio de Atletismo Célio de Barros.

Fonte: Consumidor Moderno

17/01/2012

São Paulo ganha sacolas reutilizáveis gigantes em prol de conscientização


Durante 30 dias os principais parques e avenidas da capital paulista terão exposição de esculturas com material reciclado para conscientizar o público sobre o uso das sacolas plásticas.

A campanha, que teve início na última segunda-feira (16), faz parte de uma ação idealizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS). A organização irá espalhar sacolas gigantes em 11 pontos estratégicos de São Paulo. O objetivo é chamar a atenção da população paulistana para a substituição das sacolas descartáveis por modelos reutilizáveis nos supermercados no dia 25 de janeiro, como parte da campanha "Vamos Tirar o Planeta do Sufoco".

As esculturas com mais de quatro metros de altura foram feitas com material reciclado e poderão ser vistas nos Parques Ibirapuera e Villa Lobos, Avenida Paulista e centro da capital, entre outros locais de grande circulação de pessoas.

A criação da obra é assinada pela ATTACK Intervenções Urbanas, do artista Eduardo Srur. A ONG Projeto Arrastão foi convidada para confeccionar os painéis artísticos que permanecerão expostos nas ruas até o dia 16 de fevereiro.

A iniciativa da APAS conta com o apoio do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo e prevê que todos os supermercados associados à APAS deixem de distribuir sacolas descartáveis, estimulando a população a encontrar formas alternativas de transportar suas compras. A entidade é contra a cultura do descarte e propõe a adoção de iniciativas para a implantação de medidas que visem reduzir o consumo, despertando a consciência para o uso de sacolas reutilizáveis.

“Queremos conscientizar os consumidores para a Campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco. Donas de casa, pais de família e até crianças receberão a mensagem da nossa campanha: utilizem sacolas reutilizáveis na hora das compras”, disse o presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) João Galassi.

Fonte: Ciclo Vivo

15/12/2011

Cisternas plásticas darão segurança hídrica para 750 mil famílias do Semiárido até 2014

Sistemas de abastecimento serão pré-fabricados em quatro cidades da região e terão poços com dessalinizadores

Um sistema de cisternas plásticas será distribuído a 750 mil famílias do Semiárido Nordestino até 2014, como parte do Programa Água para Todos. Os equipamentos introduzem uma nova tecnologia para reservar água para uso humano, além das cisternas de alvenaria. As caixas serão pré-fabricadas em Petrolina (PE), Penedo (AL), Teresina (PI) e Montes Claros (MG), gerando mais de 400 empregos diretos para moradores da região semiárida, tanto na fabricação, como também na instalação.
Serão atendidas famílias de Pernambuco, Piauí, Alagoas, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão. A agricultora Lucilene Maria da Conceição, moradora do Sítio Caldeirão, no município de Cedro (PE), foi a primeira beneficiada com a cisterna em casa, na última terça-feira (13). A partir de agora, a agricultora pode consumir água livre de contaminação, pois os sistemas de armazenamento - de polietileno - impedem a entrada de contaminantes, o que evita também o surgimento de doenças de origem bacteriológica, parasitária ou microbiológica, como cólera e hepatite.
A durabilidade dos reservatórios é de 35 anos, segundo a experiência de uso desta tecnologia na Austrália, México, China e Índia. O plástico é tratado com aditivos para resistir a raios ultravioleta e foi produzido especialmente para a exposição solar. Além disso, a agilidade na fabricação e montagem das cisternas de polietileno permite a produção em grande escala.
PAC tem o objetivo de universalizar acesso a água e luz
A segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) incorporou o eixo Água e Luz Para Todos, com o objetivo de universalizar o acesso à energia elétrica na zona rural e expandir o abastecimento de água no Brasil, revitalizando bacias e investindo em obras de irrigação. A maioria das obras é realizada em parceria com estados e municípios.
Em Recursos Hídricos, o PAC 2 atua na integração e revitalização de bacias, implantação de perímetros irrigados e obras de infraestrutura hídrica.
Dos R$ 9,6 bilhões selecionados para obras de abastecimento de Água em Áreas Urbanas entre 2007 e 2009, hoje há empreendimentos em 1.957 municípios do Brasil. A seleção realizada em 2011, com recursos orçamentários e de financiamento público, somam R$ 2,7 bilhões para projetos de 17 estados e 47 municípios, dos quais R$ 1,2 bilhão já estão contratados. A seleção de projetos para municípios com menos de 50 mil habitantes está em andamento.
Todo o investimento será utilizado na construção de adutoras, estações de tratamento, reservatórios, dentre outras obras que aumentam a produção, cobertura e regularidade de água, reduzindo perdas no seu armazenamento e transporte.
O programa Luz Para Todos realizou 189 mil ligações em 2011. O projeto tem como meta fazer 662 mil ligações até 2014, das quais 257 mil serão para atender o Plano Brasil sem Miséria. O PAC 2 realizou, até o momento, 29% deste total.

Fonte: Secom

14/12/2011

Londres inaugura primeiro shopping em contêineres


Boxpark. Guarde o nome deste shopping center que acaba de ser inaugurado em Londres. Um dia, ele pode estar bem à sua frente, sem que você tenha de viajar à Europa. Com um conceito pop-up, o estabelecimento é o primeiro do mundo a funcionar dentro de contêineres reciclados. Por isso, é fácil desmontá-lo e levá-lo para qualquer outra cidade. O autor da ideia é o empresário britânico Roger Wade, que entre marcas de roupas, cafés e galerias de arte, reuniu sessenta lojas no local. “Mais que um espaço para fazer compras, é um lugar inspirador e agradável para passear”, explica o site oficial do empreendimento.

Atraídas pelo baixo custo dos contêineres e pela inovação do conceito, marcas famosas como Puma, Levi’s e North Face já inauguraram pontos de venda no Boxpark, que abriu as portas na última semana. Apenas as empresas selecionadas receberam convites exclusivos para funcionar no moderno centro comercial, localizado na Shoredict High Street, no leste de Londres. “A filosofia do Boxpark é oferecer um espaço com preço justo e prazo flexível para empresas criativas”, dizem seus criadores.


FORA DA CAIXA
Muito antes de imaginar o projeto do Boxpark, o empresário britânico Roger Wade já era conhecido em Londres por sua originalidade nos negócios relacionados ao mundo fashion. Na década de 1990, ele transformou o que antes era uma barraquinha de roupas em uma megaimportadora, a Boxfresh. Em 2005, ele vendeu a marca e fundou a Brands Incorporated., que presta serviços de consultoria a empresas ligadas à moda e à música.

Fonte: Casa e Jardim

Prefeitura de SP lança campanha contra sacolas plásticas

A Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e a prefeitura de São Paulo lançarão a campanha de conscientização "Vamos Tirar o Planeta do Sufoco" contra o uso de sacolas plásticas, na próxima quinta-feira (15), na Praça Victor Civita.
O evento acontecerá no Museu Aberto da Sustentabilidade e terá a presença de comerciantes da capital e do prefeito Gilberto Kassab. Será um ato público que visa incentivar a população a dar preferência às sacolas retornáveis.
A lei que proíbe o uso de sacolas plásticas em São Paulo foi derrubada na Justiça pelo sindicato da indústria do plástico. Ao invés de recorrer da decisão, a prefeitura e a APAS estão unindo forças para a campanha de conscientização.
Atualmente, são cerca de 1.200 supermercados se adaptando a nova medida, sendo que muitos destes já oferecem alternativas mais sustentáveis. Oficialmente, a campanha começará no dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, e pretende conscientizar os consumidores e a indústria.

A campanha se espalhará por outras cidades do interior do Estado. Em Jundiaí, por exemplo, uma ação similar resultou na redução de 95% no uso de sacolas plásticas. Hoje os locais que ainda usam embalagens optam pelos materiais biodegradáveis, que têm impacto ambiental menor. Com informações de Milton Jung da rádio CBN.

Fonte: Ciclo Vivo

12/12/2011

Cidade espanhola oferece passe vitalício de transporte em troca de carros

Campanha em Murcia envolve as redes sociais e visa diminuir congestionamentos e poluição de ar

A cidade de Murcia, na Espanha, lançou a campanha “Mejor en Tranvía” em que oferece passe gratuito e vitalício para transporte público do sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) aos cidadãos que estiverem dispostos a abandonar seus carros.
Além de promover o sistema VLT, a campanha, que funciona desde maio, visa a redução dos congestionamentos e a poluição do ar na cidade. O sistema estava em fase de teste desde 2007, mas foi aberto recentemente, enquanto mais três linhas estão em construção. Até o momento o transporte elétrico de superfície abrange 18 quilômetros.
A população atual da cidade é de 440 mil pessoas, sendo que a maior parte delas depende exclusivamente de veículos particulares. O passe é só o primeiro passo para reduzir o número de motoristas. A cidade já recolheu alguns veículos livres de dívidas e em funcionamento e agora irá desmontá-los.
A campanha está envolvendo também as redes sociais como forma de incentivo. “Para cada comentário enviado via Facebook ou Twiiter, os mecânicos de Murcia retiram uma peça de um dos carros da nova coleção veicular da cidade, com reprodução ao vivo via webcam para todos verem”, explica o site Springwise.
A publicidade fez questão de mostrar a dificuldade em estacionar um carro no centro da cidade colocando carros em vagas impossíveis demonstrando o grande problema de achar lugares disponíveis no caos da cidade.
Para finalizar, a campanha publicitária também fez videoclipes curtinhos que promovem a troca dos carros pelo passe de transporte público e ainda destacam as desvantagens do uso de veículos privados e individuais.

Fonte: Exame

Sustentabilidade: prêmio para EDP

Da Agência Ambiente Energia – A EDP no Brasil, empresa do Grupo EDP Energias de Portugal, foi eleita a empresa de energia mais sustentável da América do Sul pela revista britânica The New Economy Clean Tech & New Energy Awards 2011. O prêmio identifica os líderes da indústria, indivíduos e organizações que representem o benchmark de realização das melhores práticas ambientais no mundo no que se refere à energia. A empresa destacou-se por adotar conceitos de inovação e sustentabilidade em seu plano de negócios.

Entre os programas que colaboraram para o prêmio foi o Econnosco, que teve início em 2009 e estimula o consumo racional de água, energia elétrica, combustíveis, resíduos, e papel. A EDP também possui um programa de incentivo à reciclagem e à utilização do conceito de pegada ecológica, que calcula o impacto ambiental de indivíduos, organizações e populações. A empresa possui ainda uma política de ações de eficiência energética e redes inteligentes.

Fonte: Ambiente Energia

09/12/2011

Resíduos sólidos, o novo desafio para as empresas

Ethos convida empresas a participar de pesquisa sobre o tema. O objetivo é formar um quadro da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos no país.

O Fórum Empresarial de Apoio à Cidade de São Paulo, por meio do seu Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos, está realizando uma pesquisa entre as empresas de todo o Brasil para formar um quadro da situação da gestão de resíduos sólidos no setor privado.

Esse diagnóstico é importante por conta da aprovação, no final de 2010, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tem metas muito claras para a implantação de suas diversas fases. Uma delas, a logística reversa, que trata da coleta e destinação de resíduos pós-consumo, tem uma relação direta com as empresas. A construção dessa nova cadeia de valor, que inclui poder público, empresas e cidadãos, é muito importante para o sucesso dessa nova legislação, que tem como eixo estruturante a “responsabilidade compartilhada” entre todos os atores da cadeia.

Lançada em 17 de novembro de 2011, durante o seminário "Resíduos Sólidos e a Cidade: os Desafios para São Paulo", a Pesquisa sobre Resíduos Sólidos surgiu de uma sugestão do Instituto Pólis, contou com a colaboração do Instituto 5 Elementos e está sendo conduzida pelo Instituto Ethos.

O Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos sentiu necessidade de compreender como as empresas estavam discutindo as questões relacionadas à PNRS e percebeu que as empresas estavam em estágios diferentes. Também era preciso entender quais eram as principais dificuldades. A PNRS é complexa, com metas nacionais e outras referentes aos planos de gestão municipal e estadual. Para sua implantação, deverão ser construídos acordos setoriais, principalmente no que diz respeito à logística reversa. O GT quer entender como está estruturado o diálogo social para implementação da política nacional, pois detectou que as empresas se encontram em níveis bastante diferentes de adequação, diálogo e implementação de processos.

Inicialmente o questionário foi enviado às empresas associadas ao Ethos. Mas não é uma pesquisa de aplicação exclusiva para elas, podendo ser respondida por qualquer empresa do país. Seu objetivo central é entender como empresas de diferentes setores e portes estão respondendo e se relacionando com a nova legislação.

Por meio da pesquisa, o grupo quer conhecer as iniciativas referentes ao gerenciamento dos resíduos sólidos pós-venda ou pós-consumo, à coleta seletiva e à logística reversa, além de descobrir como as empresas estão se adequando ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos. No caso de empresas multinacionais e transacionais, com plantas em diferentes países, busca-se entender como elas respondem às legislações nacionais e que modelos de gestão são aplicados.

Entre as questões abordadas pela pesquisa estão as principais dificuldades da empresa para participação em acordos setoriais e para implantação da logística reversa, bem como os principais benefícios identificados com a implantação da logística reversa.

O questionário estará disponível para preenchimento até 31 de janeiro de 2012 e os resultados serão divulgados pelo Instituto Ethos no primeiro semestre de 2012, em data ainda não definida.

Qualquer empresa pode participar da pesquisa. Para isso, basta acessar o questionário pelo link .

05/12/2011

Quase 60% das empresas do País já adotam práticas sustentáveis

SÃO PAULO – As empresas brasileiras estão adotando cada vez mais práticas sustentáveis. Ao menos é isso o que aponta um recente levantamento da Amcham-SP.

De acordo com o estudo divulgado durante a entrega do Prêmio ECO 2011, quase 60% das companhias localizadas no País relataram já ter incorporado às suas operações algum tipo de ação sustentável.
“Essa consciência cada vez maior por parte dos empresários e é o que realmente move a sustentabilidade adiante”, declarou o CEO da Amcham, Gabriel Rico, ao apresentar os destaques da sondagem.

Demais empresas
Já para as demais empresas, a sustentabilidade é considerada relevante, mas sua integração ao negócio ainda é incipiente, afinal, somente 17% analisam a possibilidade de implementar projetos nessa área e 14% desenvolvem ações sociais e ambientais com foco em comunidades - do entorno ou não.
O estudo revela ainda que 12% realizam iniciativas sustentáveis não integradas ao negócio, em que declaram sentir a necessidade dessa integração.

Ações adotadas
Entre as principais, destacam-se principalmente, por exemplo, aquelas que visam reduzir os impactos ambientais causados por tais empresas, com 18% dos votos, a ética corporativa (17%) e a incorporação do tema aos sistemas de gestão (10%).
A preocupação com clientes e gestores, entretanto, costuma aparecer na sequência, com 10% dos votos, sendo seguida pela governança corporativa (9%) e pelos relatórios de sustentabilidade, com 8%.

Os reais motivos

Mas engana-se quem imaginar que o envolvimento de uma empresa com tal prática costuma ocorrer unicamente para fins ecológicos.
Segundo o próprio estudo, a maioria dos empresários consultados é categórica ao afirmar que a sustentabilidade traz vantagens comerciais, especialmente no que diz respeito à imagem.
A afirmação foi feita por 32% dos executivos entrevistados. Já outros 26%, no entanto, defendem a melhoria do capital humano e o aprendizado organizacional como principais valores agregados do negócio.
Outros itens apontados pelo levantamento foram o aperfeiçoamento da gestão, mencionado 18% dos profissionais, a minimização dos riscos (7%) e o aumento nas vendas e margens (4%).

Pesquisa
A pesquisa avaliou a opinião de 76 executivos de empresas associadas de variados portes e setores da economia entre os dias 4 e 25 de novembro.

Fonte: InfoMoney

30/11/2011

A biodiversidade e o seu celular. Muito a ver.

Não dá mais pensar numa vida sem celular. Você já “explorou” um celular por dentro? Chips, fiozinhos, plaquinhas. Direto da natureza para o seu aparelhinho. Extração de finitos recursos naturais...para o seu celular.
Faço parte do MEB – Movimento Empresarial pela Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade, iniciativa do Instituto Ethos. Na terça, 22, aconteceu o 1º Seminário do MEB, balanço anual do Movimento que reúne mais de 60 empresas sensibilizadas e empenhadas em contribuir com o Governo na formulação de políticas públicas e marcos regulatórios para essa enorme e ainda rica biodiversidade brasileira.
Sempre saio angustiada desses encontros. Penso que estou fazendo alguma coisa. Mas precisa muita gente fazendo alguma coisa. Todos fazendo alguma coisa, porque estamos acabando com nosso (único) planeta. E com os recursos para nossos “produtos essenciais”, de remédios a celulares, de comida a matar a sede. Essenciais, mas finitos. Já pensou nisso?
Temos água, minérios, florestas, fauna explorados, extraídos e consumidos como se não houvesse amanhã. Mas há.
  

Heloísa Sobral é diretora da Muda Práticas e da Aproxima

28/11/2011

“A coisa mais importante nos próximos dez anos é conservar energia”

De passagem pelo Brasil para participar do II Fórum Global de Sustentabilidade do festival de música SWU, o chefe do departamento de energia alternativa do Instituto Weizmann, de Israel, David Cahen, defende a eficiência energética e a integração de carros elétricos a usinas solares e eólicas

Por Clarice Couto



A calça cáqui e a camiseta preta estampada com o homem vitruviano de Leonardo Da Vinci dizem muito sobre David Cahen, o informal e premiado cientista que comanda o departamento de energia alternativa do Instituto Weizmann de Ciências, de Israel. Comunicativo e bem-humorado em sua curta apresentação no fórum de sustentabilidade do festival SWU, Cahen provocou a plateia após afirmar que, para alguns países, não há outra alternativa de energia limpa a não ser a nuclear. “Vocês aí devem estar pensando: este cara está louco, vamos lançar ovos e tomates nele”, disse em tom irônico. Cahen, porém, tem argumentos sólidos que sustentam esta e outras de suas opiniões. No Instituto Weizmann desde 1982, ele desenvolve estudos sobre novas células solares voltadas à geração de energia. Algumas de suas pesquisas, relacionadas a biocombustíveis, podem interessar a cientistas brasileiros. Confira mais detalhes na entrevista concedida pelo pesquisador a Época NEGÓCIOS.

Fala-se muito sobre gerar mais energia a partir de fontes renováveis, mas também é necessário elevar a eficiência no fornecimento de energia para diminuir as perdas. Os países estão investindo em redes inteligentes na proporção necessária?
A coisa mais importante a se fazer nos próximos dez anos é conservar a energia. Os governos deveriam pressionar as companhias a substituir plantas antigas de geração de energia por unidades mais eficientes. Hoje, as perdas de energia chegam a 70% de uma usina. Com maior eficiência, poderiam cair para algo entre 30% e 50%. É uma grande diferença. Nossos carros podem ser mais eficientes. Eletroeletrônicos podem ser mais eficientes. É muito mais barato economizar energia do que gerar energia. Deveria ser uma prioridade.

A demanda mundial por energia é constante mas, por outro lado, novos modelos de automóveis, como os híbridos ou elétricos, ambientalmente corretos, podem elevar a pressão por mais energia. Como resolver esta nova questão?
Uma empresa chamada Better Place, fundada por um ex-aluno meu, Shay Agassi, oferece um sistema de troca de baterias: em um caso de emergência, o motorista de um carro elétrico pode, ao invés de recarregá-la (o que exigiria tempo) trocá-la por uma nova. Agassi vem pesquisando os hábitos dos motoristas de carros híbridos e elétricos para oferecer a eles soluções personalizadas. Mas a parte mais interessante é a seguinte: digamos que em determinado local existam um milhão de carros elétricos e, na maior parte do tempo, eles não sejam utilizados. Eles poderiam, então, estar plugados na tomada a maior parte do tempo em que não estivessem rodando. Numa estimativa modesta, teríamos 500 mil carros conectados à rede elétrica em dado momento. Todas aquelas baterias poderiam ser utilizadas para armazenar energia de fonte eólica ou solar. Os carros elétricos proporcionariam armazenamento de energia gratuito. Para mim é uma brilhante ideia.
Esta tecnologia está sendo desenvolvida.

Em sua apresentação, você afirmou que países como Japão e China continuarão usando a energia nuclear por falta de opções de energia limpa na proporção necessária. Existem alternativas mais seguras para estes países, para o médio prazo?
 Um dos principais problemas do processo atual é que ele gera resíduos radioativos. Existem, porém, outras opções, como a que utiliza o tório, um elemento de mais fácil acesso que o urânio. A Índia tem um programa de pesquisa deste sistema, muito mais seguro do que o baseado em urânio. Os resíduos do tório são, em sua maioria, nobres, e é muitíssimo mais difícil fazer uma bomba atômica a partir dele. O problema é que este processo é muito caro e muito já foi investido em usinas nucleares. Na Alemanha, a rede de eletricidade está conectada a de outros países, como Suécia e Itália. Se há falta de energia no país, eles podem obtê-la com alguns vizinhos. Para países gigantes, como China e Índia, ou isolados, como o Japão, isso é muito difícil. Não sou fã da energia nuclear, mas não consigo ver outra alternativa de energia para estes países, na escala necessária. Não neste momento.

Suas pesquisas estão relacionadas a novas células solares. O Brasil tem grande potencial para gerar energia a partir do sol, mas ainda não o faz como poderia...
Porque vocês têm muitas fontes limpas disponíveis. E todos afirmam que a energia solar é muito cara. Por que, não só no Brasil, como em outras partes do mundo, a energia solar não está tão disseminada? É preciso desenvolver tecnologias mais eficientes? Falta incentivo político? As duas coisas. Uma melhor eficiência ajudará. Contudo, no momento em que for cobrado o preço real das energias fósseis, a diferença de custo entre uma e outra será muito pequena. Um projeto de energia solar demora cerca de dois anos para se pagar. Uma usina termelétrica a carvão, seis semanas. Quem investe em um empreendimento de energia fóssil não arca com o prejuízo deixado para as próximas gerações. Nem com o fato de utilizar mercúrio no processo, mesmo nas plantas mais modernas.

Que outros fatores precisam ser contabilizados?
A forma de remuneração deveria ser diferente. Empresas que produzem energia limpa poderiam receber mais por estar retirando carbono da atmosfera, enquanto as geradoras de energia de fonte fóssil pagariam para poder emitir poluentes. Esta medida se transformaria em uma forma de subsídio para as energias eólica e solar. Há muitos países onde estas formas de energia já são competitivas. Em outros, reverter a situação é mais difícil. Qual é o lobby mais poderoso do mundo? O do petróleo.

Dentre as pesquisas desenvolvidas por sua equipe no Instituto Weizmann, há alguma tecnologia em desenvolvimento que pode vir a ser aplicada no Brasil?
Temos projetos sobre componentes básicos para biocombustíveis. Acredito que algumas descobertas seriam muito úteis para pesquisadores brasileiros que vêm estudando as próximas gerações de biocombustíveis. Na área solar, estamos trabalhando em pesquisas que estão 20 anos à frente do mercado. São novos materiais, não biológicos, considerados pouco aplicáveis em células solares e que são estruturados numa escala nanométrica. Creio que teremos algo aplicável à prática em 20 ou 25 anos. No Brasil, a área mais interessante é a de biocombustíveis. Seria interessante manter uma comunicação mais ampla com outros países, pelo fato de o país estar se tornando uma liderança econômica. Outras nações estão olhando para vocês.

Fonte: Época Negócios

25/11/2011

Seu cafezinho tem a ver com sustentabilidade, sabia?

Reunião longa. Planejamento anual com grandes objetivos de vendas, estratégias matadoras. Budget menor. Tensão. Cansaço. Hora de um cafezinho... Mas “a moça do café” não aparece. Não veio.
O que isso tem a ver com seu planejamento? Tudo. A moça do cafezinho faltou porque levou a filha no pronto socorro. Problemas respiratórios. Muita poluição. Ela até tinha intenção de ir trabalhar depois, mas com o trânsito, transporte público difícil e cheio, não deu.
Se você trabalha em montadora de veículos, já sabe que a ausência da moça do café tem a tudo a ver com a sustentabilidade do seu negócio. Se você trabalha com políticas públicas, sabe que a nossa cidade não tem um modelo sustentável. Se é um profissional de saúde, sabe o custo enorme que o país e cada cidadão têm em decorrência da má qualidade ambiental. Se você é um cidadão que mora na mesma cidade que a a-filha-da-moça-do-café, sabe pelas mesmas causas, poderá ter problemas de saúde, perder horas de trabalho e de lazer, perder qualidade de vida.
Poderia elencar muitas outras conexões de causa/efeito. Vamos deixar só nessas por enquanto.
Pense na moça-do-café na hora de planejar 2012.
O quanto seus negócios impactam o meio-ambiente e a sociedade?
O seu jeito de fazer negócios contribui para o desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida?
Não paramos muito para pensar nas causas, mas os efeitos estão ao nosso lado, na nossa frente, todos os dias. Pense agora.

P.S. Aliás, de onde vem o cafezinho da máquina? Isso fica para outro post.

Heloísa Sobral é diretora da MUDA PRÁTICAS e da APROXIMA.

24/11/2011

Uma política de resíduos para São Paulo

Empresas, sociedade civil e governo debatem a Política Municipal de Resíduos Sólidos da capital e propõem um fórum para acompanhar sua implantação.


Está provado que cada resíduo tem seu valor. É possível trabalhar para reduzir o descarte, aumentar a reutilização e reciclar o que for possível. A ideia é recuperar e tratar adequadamente as matérias-primas que podem voltar para as cadeias produtivas, como papéis, plásticos, metais e vidros, transformar os resíduos orgânicos em adubos e só então encaminhar para aterros sanitários aquilo que realmente é inservível. No entanto, para que seja criada uma real cadeia de valor para os resíduos sólidos é importante uma reestruturação dessa cadeia produtiva, introduzindo conceitos de produção eficiente, responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e logística reversa dos resíduos.

Foi para discutir esses aspectos em relação à cidade de São Paulo que especialistas se reuniram na manhã da última quinta-feira (17/11), na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), para o seminário "Resíduos Sólidos e a Cidade: os Desafios para São Paulo", uma iniciativa do Fórum Empresarial de Apoio à Cidade de São Paulo, em parceria com o Instituto Ethos, a Rede Nossa São Paulo e a Fecomércio-SP.

“Os recursos naturais são limitados. As atividades econômicas modificam o funcionamento da natureza. As empresas podem prejudicar, mas também podem ser parceiras para as soluções dos problemas no meio ambiente.” Foi com estas palavras que o vice-presidente executivo do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi, abriu o seminário. Para ele, a economia precisa ser includente, verde e responsável. “Já está claro que muitas empresas estão vendo a sustentabilidade como uma oportunidade”, disse.

Representando a Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew lembrou que o processo de desenvolvimento hoje é insustentável. “O setor empresarial tem uma grande responsabilidade para atingirmos o modelo de desenvolvimento que queremos”, defendeu. Segundo ele, uma pesquisa realizada pela Câmara Municipal de São Paulo revelou que o recolhimento dos materiais passíveis de ser reciclados, ou seja, a coleta seletiva, é uma das prioridades da população.

O secretário-adjunto da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Rubens Rizek, esteve no evento e defendeu a participação das empresas na construção das normas a serem seguidas pelo Plano Municipal de Resíduos Sólidos. “É inteligente que os empresários participem desta etapa do processo, pois quando o plano for implantado todos deverão cumpri-lo”.

Rizek destacou ainda a participação da sociedade civil no trabalho. “As ONGs sérias devem ter todo o apoio do gestor público. Elas estão na ponta, ajudando o governo a minimizar os problemas”, explicou. Segundo o gestor, uma das metas para 2014 no Estado será a não comercialização de produtos que não tenham certificado a logística da cadeia reversa.

Contexto de resíduos sólidos na cidade

A cidade de São Paulo gera, em média, 17 mil toneladas de lixo diariamente (lixo residencial, de saúde, restos de feiras, podas de árvores, entulho etc.). Cada cidadão produz 1,5 quilo por dia. Só de resíduos domiciliares são coletadas quase10 mil toneladas. Destas, 7% vão para as 21 cooperativas de catadores conveniadas com a prefeitura para serem reciclados. As informações são do representante da Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo, Ricardo Santana. Segundo ele, dos 96 distritos existentes no município, 74 são contemplados pela coleta de materiais recicláveis, mas nem todos os munícipes têm acesso à coleta seletiva. Em 2010, o material coletado por meio do programa de coleta seletiva representou apenas a média de 155 toneladas por dia. Ricardo informou ainda que, para a cidade atender às normas do Conselho Nacional de Meio Ambiente, 10% de todos os entulhos terão de ser reciclados.

Segundo Eduardo Ferreira de Paula, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, há cerca de 20 mil catadores trabalhando “de forma desumana” na cidade. “O coletor não quer ficar em uma fábrica separando lixos, e sim nas ruas, junto à população, fazendo coleta de porta em porta e incentivando a educação ambiental”, afirmou. O ativista informou que atua há 21 anos como catador de materiais recicláveis, um trabalho que oito anos atrás não existia oficialmente. “Reconhecemos a importância econômica do nosso trabalho e por isso queremos participar da elaboração das políticas públicas para inclusão dos catadores”, defendeu. “Queremos apenas somar forças para ajudar a população a entender que o lixo tem seu valor.”

Diferentemente do que disse Ricardo Santana, da Secretaria de Serviços, o catador afirmou que apenas 1% dos resíduos produzidos em São Paulo é reciclado.

Também participaram do debate Luciana Ziglio, do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Marina Moscovi Mendes, da Remari Comercial, e Nina Orlow, da Rede Nossa São Paulo.

Luciana explicou que o Cempre trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância da redução, reutilização e reciclagem de lixo, por meio de publicações, pesquisas técnicas, seminários e bancos de dados. Mariana defendeu que as empresas busquem caminhos para cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Desafios e Metas

“A Política Municipal de Resíduos Sólidos de São Paulo é uma das mais importantes no ponto de vista da construção da sustentabilidade na cidade. Neste evento, estão presentes representantes da sociedade civil, da academia, do governo e presidentes de empresas. É necessário criar um fórum intersetorial permanente para acompanhar a implantação dessa política”, sugeriu Caio Magri, gerente executivo de Políticas Públicas do Instituto Ethos. Magri lembrou ainda que não é por acaso que sempre se discutem grandes orçamentos perto de eleições. “Precisamos fazer com que os políticos assumam e cumpram todos os compromissos de forma transparente.”

Paulo Henrique Bellingieri, da Reúsa Conservação Ambiental, apresentou alguns pontos da política municipal, que precisará ser estruturada até 2012, seguindo as diretrizes da PNRS. Entre outras coisas, o projeto prevê:
• a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e demais segmentos da sociedade;
• a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
• o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania; e
• o direito da sociedade à informação e ao controle social.

Outro dos objetivos da Política Municipal de Resíduos Sólidos é a proteção à saúde pública e à qualidade ambiental, a não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. “A extinção de lixões até 2014, além da sustentabilidade econômico-financeira da gestão de resíduos e a inclusão da logística reversa estão entre os objetivos”, destacou Paulo Bellingieri. E concluiu: “Estamos fazendo o que é possível, mas precisamos fazer o que é necessário”.

Por Talita Martins (Envolverde), para o Instituto Ethos

Fonte: Ethos

Sustentabilidade que gera lucro

Crescimento sustentável passa por uma mudança cultural e investimentos em inovação

"O princípio da sustentabilidade é manter uma sociedade equilibrada ecológica, social e ambientalmente e ainda economicamente próspera, aliadas a busca humana pelo bem-estar", explica Lívio Giosa, presidente do Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental, do segundo painel, intitulado "Líderes pela sustentabilidade", do X Encontro com Presidentes. "Temos uma grande oportunidade para possibilitar mudanças positivas", afirma.

Giosa explica que o país se comprometeu ecologicamente, com parâmetros mundiais a serem cumpridos até 2015, em diversos âmbitos, como por exemplo, a erradicação da pobreza, a diminuição da emissão de carbono, entre outros, e ratifica que para que essas metas sejam atingidas, cada indivíduo e, principalmente, as empresas terão que contribuir. "Essas metas serão cobradas pelo mundo e já temos que começar a pensar na nossa pegada ecológica."

Para fomentar o debate, o presidente do Conselho Nacional de Propaganda e vice-presidenta da ESPM, Hiran Castello Branco questinou o que as empresas e líderes têm feito em prol da sustentabilidade. Para contextualizar, cita a modalidade econômica praticada no passado na Ilha de Páscoa, onde a produção e transporte das Moais (gigantescas estátuas de pedra), assoreou o solo da ilha, inviabilizando a agricultura de forma que a sociedade se auto-destruiu. Qualquer relação com o modo de consumo vigente não é mera coincidência, de acordo com Branco. "Nós seguimos fazendo Moias e estamos fadados a sucumbir se não pensarmos em soluções inovadoras para o futuro", incita.

"Não acredito que o que esteja em jogo, seja a sustentabilidade do planeta. Não acredito que sejamos capazes de destruir definitivamente essa bioesfera. Mas o que está em jogo é a nossa sociedade humana atual. O grande desafio é harmonizar o consumo com a capacidade de reciclagem natural do planeta", afirma o presidente do Conselho de Inovaçcão e Competitividade da Fiesp, Rodrigo Loures. Para Loures, a grande oportunidade da economia verde está com as prestadoras de serviços que podem pensar e oferecer soluções em vários âmbitos.

O CEO da Pritchett, Airton Carline, questiona como as empresas querem ainda incentivar o consumo das classes emergentes, sem antes pensar em uma nova forma de consumo. "Eu percebo que as crianças já tem essa consciência, mas não temos tempo de esperar que elas cresçam e mudem o mundo. Nós líderes temos que agir agora e aderir a essa consciência de sustentabilidade." Para Marcelo Schulman, presidente Vitaderm, a consciência precisa estar em nós, que fazemos o mundo, o país, a cidade e as empresas crescerem. Ronaldo Ferraz Cury, da empresa Topema, reforçou, dizendo que "é possível ser sustentável e ganhar dinheiro".


Fonte: Callcenter

22/11/2011

Refavela, verde

Duas comunidades pobres do Rio de Janeiro terão o primeiro programa de urbanismo sustentável

Clarice Couto
Não é só um projeto de reurbanização de favelas. Neste mês, o Rio Cidade Sustentável, programa baseado no uso de tecnologia verde, começa a ser implantado nas localidades de Chapéu-Mangueira e Babilônia. Idealizada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), a ação prevê a venda subsidiada de benfeitorias – uma forma de transformar moradores em parceiros. O resultado parcial será mostrado na conferência Rio+20, da ONU, em 2012.




Fonte: Época Negócios

21/11/2011

Oportunidades e benefícios para os direitos humanos nas empresas

Foi realizado no dia 7 de novembro, em Recife, o seminário “Responsabilidade Social Empresarial e Direitos Humanos: Desafios e Oportunidades”, cujo objetivo foi incentivar o empresariado a adotar uma agenda que promova os direitos humanos no meio corporativo.


Muitos leitores podem estar se perguntando: mas, afinal, o que as empresas têm a ver com direitos humanos? Isso não é assunto de Estado? De fato, aqui no Brasil, os direitos humanos costumam estar vinculados à violência contra presos, mulheres e crianças. Entretanto, direitos humanos são também assunto de mercado, e de mercado de trabalho. Dizem respeito não só a condições dignas para um profissional de qualquer nível hierárquico exercer suas funções como também à criação de oportunidades de bons empregos para mulheres, negros, pessoas com deficiência e indivíduos acima de 50 anos, com formação variada.

Enfim, na empresa, direitos humanos são sinônimo de inclusão. Uma empresa com responsabilidade social está atenta aos direitos humanos por meio da promoção de políticas de RH voltadas para a inclusão dos diversos segmentos da sociedade entre seus quadros, estimulando um ambiente sem preconceito de qualquer espécie e incentivando a que todos, independentemente de raça, gênero e idade, tenham as mesmas oportunidades.

O evento do Recife discutiu sobre como esse tema pode integrar o planejamento estratégico das empresas e promover mudanças não só no ambiente de trabalho, mas também na sociedade. Durante o seminário, o Instituto Ethos lançou a publicação Empresas e Direitos Humanos na Perspectiva do Trabalho Decente – Marco de Referência, produzida com apoio da Inter-American Foundation (IAF).

Avançando na agenda

A publicação mostra como os direitos humanos podem ser integrados aos negócios e indica oportunidades para uma atuação preventiva e proativa, com subsídios para que as empresas avancem no respeito aos direitos humanos, tanto na gestão quanto na cadeia de valor.

A primeira parte da publicação traça uma “Linha do Tempo dos Direitos Humanos”, que situa o leitor em relação ao tema e à sua evolução, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos” de 1948, até os dias de hoje. Nos “Capítulos Temáticos” que compõem a segunda parte da publicação, são relacionados documentos, relatórios, legislação, convenções e tratados mundiais relativos ao trabalho decente.

A terceira parte traz a “Matriz de Medidas Essenciais para a Promoção dos Direitos Humanos na Perspectiva do Trabalho Decente”, uma ferramenta de gestão desenvolvida pelo Ethos para que as empresas avaliem suas políticas e práticas e planejem ações para o respeito aos direitos humanos em geral e especificamente em relação ao trabalho decente.

A seção “Práticas Empresariais e Iniciativas Inspiradoras” apresenta exemplos práticos de empresas que assumiram seu compromisso com os temas enfocados na publicação e implementaram políticas e práticas para atendê-lo.

O último capítulo, denominado “Evolução das Práticas Empresariais para a Evolução da Diversidade”, apresenta uma evolução das práticas de valorização da diversidade entre as empresas que participaram das edições de 2003 a 2010 da pesquisa Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas. O levantamento busca analisar se as boas práticas mencionadas pelas empresas na pesquisa foram mantidas ao longo do período e se trouxeram bons resultados para a promoção dos direitos humanos no ambiente de trabalho. A seção traz uma análise crítica sobre essa evolução, mostrando a situação atual do Brasil em relação à inclusão de negros, mulheres, pessoas com deficiência e outros segmentos.

Avanços em relação à participação das mulheres

Das empresas respondentes, 97% informaram que, entre 2009 e 2010 (período pesquisado no levantamento), houve aumento na participação feminina em alguns dos níveis hierárquicos. Mas foi no quadro funcional que a maioria das empresas relatou ter tido alguma mudança.

Analisando os dados informados pelas empresas entre 2003 e 2010 e os dados do IBGE sobre população brasileira em 2010, é possível verificar que as mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades para se firmar em suas carreiras, principalmente porque ainda prevalecem padrões “masculinos” nas empresas e na sociedade.

Não é apenas o cuidado com os filhos e com parentes idosos ou com problemas de saúde, mas também o cuidado com a casa e as responsabilidades sobre empregados domésticos, entre outras, que colocam a mulher diante de uma estrutura organizacional masculina.

Dados do IBGE de 2010 dão conta de que os homens despenderam 9,5 horas semanais em afazeres domésticos; as mulheres, 22 horas. A diferença verificada nessa carga horária reflete-se na estrutura do trabalho, criando o falso dilema de escolher entre “o trabalho ou a vida pessoal”. Na verdade, a estrutura de trabalho é que precisa escolher, por assim dizer, entre ser mais masculina ou feminina, levando em consideração, na hora de se organizar, as demandas domésticas e familiares como fatores estratégicos de definição de jornada de trabalho, de perfil de cargo etc.

No entanto, há mudanças ocorrendo, a partir de demandas “femininas” que não vêm apenas das mulheres, mas dos homens também, pois eles querem ter vida fora do escritório e estão dispostos até mesmo a renunciar a posições de liderança para obtê-la. Por isso, há cada vez mais uma solidariedade nas demandas de homens e mulheres pressionando as empresas para uma revisão dos padrões masculinos antiquados e que não demonstram ter futuro. Esses padrões dificultam hoje o acesso a talentos, retenção e desenvolvimento na carreira.

Os maiores aumentos em termos percentuais na participação de mulheres aconteceram nas empresas com faturamento acima de R$3 bilhões. De qualquer forma, independentemente do faturamento ou do número de funcionários, apenas 7% declararam que a maior participação feminina nos quadros funcionais, gerenciais e executivos ocorreram por estabelecimento de metas.

O aumento da presença feminina gerou impactos inversamente proporcionais aos cargos. Ou seja, quando a participação das mulheres aumenta mais nos quadros gerenciais e executivos, há pouco impacto na mudança da estrutura organizacional. As mulheres, nesses cargos, parecem assumir a estrutura “masculina” e param de demandar adequações a uma “vida lá fora”, com filhos, família e outros interesses. Já, quando o aumento da participação se dá nos quadros funcionais, principalmente em tarefas antes consideradas “de homem”, o impacto na estrutura é muito maior. O foco das empresas recai no perfil da vaga e no processo de trabalho em si. Por exemplo, se a atividade exige alguma força física, lembrando o limite de 23 quilos presente na legislação, deixam de associar força apenas aos homens e colocam foco em candidatos homens ou mulheres que consigam realizar a atividade.

Outras mudanças verificadas foram ações voltadas para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e licença-maternidade de seis meses para todos os cargos e funções.

Das empresas participantes do levantamento, 44% relataram uma das ações abaixo:
• 47% sensibilizam gestores homens para maior abertura na promoção de mulheres;
• 33% realizam recrutamento externo com foco em mulheres;
• 27% buscam maior presença de mulheres nos programas de trainee;
• 13% buscam maior presença de mulheres nos programas de estágio;
• 13% possuem metas ou algum cuidado na oferta de oportunidades de formação (dentro ou fora da empresa e dentro ou fora do país);
• 7% possuem medidas que atendem necessidades específicas de mulheres casadas e/ou com filhos em caso de transferência de cidade;
• 7% incluíram cláusula em contrato de fornecedores de recursos humanos com exigência de número mínimo de candidatas mulheres;
• 33% realizam outras ações que visam melhorar as condições internas para maior presença da mulher em cargos de liderança, mas nem todas explicaram quais são essas ações.

O estudo traz também amplas informações sobre os outros segmentos destacados na publicação, como negros, pessoas com deficiência e jovens aprendizes. Para acessar a íntegra do documento, clique aqui.

* Paulo Itacarambi é vice-presidente do Instituto Ethos.

Fonte: Instituto Ethos

18/11/2011

Seminário do MEB propõe convergência entre clima e biodiversidade

O evento discutirá a necessidade de integrar as políticas públicas relacionadas à PNMC e às Metas Nacionais do Plano Estratégico 2011-2020 para a CDB.


O Movimento Empresarial pela Biodiversidade (MEB) realiza, no dia 23 de novembro de 2011, no auditório da Natura, em Cajamar (SP), um seminário para discutir propostas de convergência entre as agendas de mudanças climáticas e biodiversidade. Para o MEB, a unificação das agendas ajudará o país a definir melhores práticas de conservação e o uso sustentável da biodiversidade e, ao mesmo tempo, promover a mitigação das mudanças climáticas.

De acordo com Tatiana Trevisan, secretária executiva do MEB, as estratégias adotadas pelas empresas devem tratar os dois grandes temas conjuntamente, tendo em vista que mais da metade das emissões brasileiras são decorrentes de desmatamento. “Avaliamos que estratégias empresariais que tratam desses temas conjuntamente estão alinhadas às Metas de Aichi e à Convenção do Clima. Nesse contexto, acreditamos que qualquer plano de redução de emissões deve considerar os impactos à biodiversidade em suas escolhas estratégicas”, afirma.

Por isso, diz Tatiana, a mesa-redonda de abertura do seminário discutirá a necessidade de integração da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) com as Metas Nacionais do Plano Estratégico 2011-2020 para a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), reconhecendo a interdependência entre os temas biodiversidade e mudanças climáticas.

A programação também contará com o renomado economista indiano Pavan Sukhdev, líder do estudo sobre a Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB), que realizará uma palestra sobre a economia verde e o papel do setor empresarial, com foco no estudo TEEB Brasil para o setor de negócios.

Durante o evento, será apresentado o trabalho realizado pelo MEB ao longo deste ano para construção dos indicadores de monitoramento dos compromissos assumidos pelas empresas-membros. Haverá ainda uma conversa com empresas e organizações no intuito de realizar um balanço das ações desse movimento.

SERVIÇO
O quê: I Seminário do Movimento Empresarial pela Biodiversidade;
Quando: 23 de novembro de 2011;
Horário: A partir das 9h00;
Local: Auditório da sede da Natura;
Endereço: Rodovia Anhanguera, Km 30,5 – Cajamar (SP);
Inscrições: Para inscrever-se, clique aqui

Fonte Meb

Designers americanos criam postes que iluminam através do movimento das pessoas


Batizada como Energyme, esta luminária é basicamente uma lâmpada de rua artisticamente concebida com LED. Mas, além do apelo estético, o mecanismo sustentável que alimenta a lâmpada é o fator que chama a atenção.

Os designers da Dido Studio, empresa de design industrial e interação com sede em Dallas (EUA), criaram um sistema onde as luminárias serão alimentadas pela energia cinética, que é uma das grandezas físicas básicas onipresentes em nossa vida cotidiana.

Sempre que se trata de tecnologia verde, as mais convencionais são as fontes eólica e solar. Estatisticamente falando, essas formas de energia contribuem para mais de 18 % da geração total de eletricidade no mundo inteiro.

Isso não significa, necessariamente, que a tecnologia verde não possa evoluir e tornar outras fontes renováveis mais populares. Pensando nisso, a Dido Studio revelou seu plano para um mecanismo de iluminação sustentável, que tem o potencial de ultrapassar o âmbito aparentemente definido na tecnologia favorável ao meio ambiente.

Uma vez que a energia cinética é governada pela magnitude do movimento puro não há margem para qualquer emissão de carbono ou poluição relacionada em todo o esquema. Assim, ela pode ser considerada (pelo menos do ponto de vista da física) como uma das mais “verdes” e limpas formas de energia disponíveis.

O lado inovador do projeto não é limitado apenas pelo uso de energia limpa, mas também relacionado à fonte de produção. A este respeito, os designers pensaram em um sistema coletivo auto-sustentável que envolve diretamente as pessoas utilizando os postes de rua.

A iluminação funciona da seguinte maneira: dispositivos elétricos da lâmpada também servem como instalações de exercício para as pessoas. Teoricamente, o procedimento de treino (pelo movimento da barra de mão) irá produzir a magnitude necessária de movimento (e, portanto, de energia, cinética), que por sua vez será armazenada no interior do mecanismo de fixação e depois convertida em energia elétrica para o efeito final - que é iluminação. Assim, em termos mais simples, a energia "biológica" do ser humano (em termos de calorias) irá finalmente ser convertida em eletricidade limpa e verde.

A iluminação é feita com diodos emissores de luz (mais conhecido como LEDs), que têm inúmeras vantagens sobre os sistemas de iluminação convencionais. Eles utilizam o efeito de eletro-luminescência, que está diretamente relacionada à capacidade que os elétrons livres têm de se combinar com 'buracos de elétrons’ dentro do dispositivo LED para liberar partículas de luz.

Este fenômeno permite que os LEDs sejam pequenos, em tamanho muitas vezes menor que um milímetro quadrado. Além disso, em comparação com fontes de luz incandescentes, eles exigem menor consumo de energia e, geralmente, têm vida útil mais longa, com igual medida de resistência.

O projeto não só economiza energia através de armazenamento de energia cinética humana, mas também incentiva as pessoas a praticarem exercícios físicos e melhorarem sua saúde.

Os designers do Energyme ainda procuram parceiros para tornar o conceito realidade. Com informações do Ecofriend.

Fonte: CicloVivo

17/11/2011

A sustentabilidade não é verde. É turquesa



Quando a França começou a revolução de 1789, esboçava-se ali a determinação dos três princípios que deveriam reger a sociedade francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. Inspirado nestas três ideias, o diretor Krzysztof Kielowski levou aos cinemas, a partir de 1993, a Trilogia das Cores: “A Liberdade é azul, “A igualdade é branca” e “A fraternidade é vermelha”. As três cores da bandeira francesa. Nenhum desses valores, porém, estabelece qualquer conexão com o conceito de sustentabilidade.

Quem contou esta história no sábado, dia 12, foi José Eli da Veiga, um dos primeiros estudiosos do tema, já na década de 1970. Veiga dividiu a sessão de abertura do II Fórum Global de Sustentabilidade do festival de música SWU, em Paulínia (SP) com o roqueiro Neil Young (que, coincidentemente, celebrou seu aniversário naquele dia), o porta-voz do Pacto Global da ONU, Matthias Stausberg, e com o cientista e chefe do Departamento de Energia Alternativa do Instituto Weizmann de Ciências de Israel.

José Eli da Veiga foi o último do grupo a falar – e o fez de forma precisa: trouxe uma novidade a um tema de frases feitas. “O movimento do SWU – começa com você, na tradução da sigla em inglês – veio para trazer uma quarta cor aos ideais da Revolução Francesa: o turquesa”.

Por que não o verde? Ele explica, contrariando o senso comum, que não são as florestas o ecossistema que mais absorve os gases de efeito estufa da atmosfera do planeta. Do total desse volume, 60% são capturados pelos oceanos e 40% por florestas.

José Eli da Veiga fez outra provocação à plateia jovem. “O problema é mais urgente do que parece. Se começarmos a fazer algo agora, já perdemos a parada”, afirmou. Em seguida, aproveitou para oferecer uma opção para os que quisessem “começar” de algum jeito. Lembrou da tramitação, no Congresso, a aprovação do novo Código Florestal brasileiro. “Se isso se concretizar, acontecerá uma tragédia”, afirmou. E pediu aos presentes que assinem o abaixo-assinado da campanha “Floresta faz a diferença”, organizada por uma coalizão de 163 ONGs, entre elas WWF, Greenpeace e OAB.

Neil Young, David Cahen e Matthias Stausberg também fizeram apresentações consistentes pela manhã. O primeiro enfatizou a necessidade dos jovens se conscientizarem do peso de cada ato. “Vocês precisam pensar no impacto de tudo o que forem fazer, desde a hora em que acordam até irem dormir. Esse movimento começa com vocês, porque é muito tarde para mim”, disse Neil Young.

Cahen alertou para a necessidade de se ampliar o uso de energias renováveis em todo o mundo, enquanto Stausberg detalhou o trabalho do Pacto Global da Organização das Nações Unidas. A iniciativa reúne hoje 6.400 empresas de mais de 140 países, que aceitaram seguir uma série de princípios relacionados à responsabilidade corporativa. Em todo o mundo, existem cerca de 70.000 mil empresas, dado que indica que o trabalho está só no começo.

A tarde teve apresentações do jornalista Gilberto Dimenstein, da cineasta Laís Bodanzki, do empresário Oskar Metsavath (criador da marca de roupas Osklen) e da Prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, atual candidata à presidência da Guatemala. Mas a frase que ainda soa mais inovadora é do menos pop dos participantes do dia: a sustentabilidade é turquesa. Aquela cor “verde azulada” ou “azul esverdeada” do mar do Caribe. Uma mistura dos tons do mar e da floresta.

Dizer que a sustentabilidade é turquesa não é criar mais um slogan de efeito. Menos ainda quando quem a diz é um cientista premiado internacionalmente. O que Veiga fez ali foi propor um olhar mais abrangente sobre o assunto. Sem demérito para as tão ameaçadas florestas. Apenas um lembrete de que elas não são os únicos ecossistemas relevantes e sob risco.

Fonte: Época Negócios